Comigo 1

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Comigo 1. Versos dum Solitário
Manuel Laranjeira
– Introdução de Antero Monteiro

Descrição

BREVE INTRODUÇÃO

Quando, às 23 horas de 22 de Fevereiro de 1912, um tiro prostrou definitivamente o poeta Manuel Laranjeira, não se poderia dizer, em verdade, que nada faria prever aquele desenlace. Com efeito, a publicação, no início daquele mês, do volume de poesia COMIGO era um sinal iniludível da voluntariedade daquela morte. Era, no dizer de Bernard Martocq, na sua tese sobre o escritor, “uma garrafa lançada ao mar antes do naufrágio final”.
Acometido de forma devastadora pela sífilis, pela tabe e pela tísica, pesava-lhe duplamente a impotência do homem e do médico, ao ponto de ter escrito, já sete anos antes, em carta a João de Barros e glosando Henrik Ibsen: “sou o mais miserável dos meus doentes”.