Era uma vez uma história que não sabia contar-se
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Salvador Coutinho
Antes do 25 de Abril, exprime as suas convicções democráticas e assume-se militante do MDP/CDE. Participa em várias acções contra o regime e junta-se a sindicatos na consciencialização cívica dos trabalhadores do distrito de Braga. A polícia política segue-o e interroga-o em duas ocasiões.
Acaba por ser candidato por aquele partido à Assembleia Constituinte, nas primeiras eleições livres, mas sai pouco depois.
Sente-se cada vez mais próximo do PS e nas presidenciais de 1976 é mandatário concelhio da candidatura do General Ramalho Eanes, filiando-se no partido no ano seguinte. Durante anos, é dirigente concelhio e distrital, chegando a integrar a Comissão Nacional, para na década de 1980 ser eleito para a Assembleia Municipal de Famalicão. Lidera a bancada socialista em dois mandatos.
O seu debute literário dá-se no jornal famalicense “Estrela do Minho”, já desaparecido. Depois, vão saindo contos, crónicas e outros textos também no “Estrela da Manhã”, que lhe sucedeu, assim como no “Notícias de Famalicão”, cujo suplemento literário é por ele criado. Publica ainda, já depois do 25 de Abril, no “Democracia do Norte”.
“Era uma vez uma história que não sabia contar-se” é o 18º livro, o 11º de originais de poesia. Em prosa, tem cinco livros publicados (contos, romance e novela).
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Nº de Páginas: 102
Edição: Abril/2026